Tua esbelta fisionomia
e massiva sapiência
deixam qualquer sujeito tonto
Dou corda errada no relógio
só pra poder te ver mais cedo
mesmo que na ilusão
Sua risada é facciosa
trama contra minha seriedade
e eu caio, me deixo cair
É tudo um piscar de olhos
quando menos se espera
você já se foi, no horizonte se foi
E só me resta a tolice de fazer uma prece
pra que o horizonte te traga de volta
como o sol, na manhã de segunda, cegando a cidade.
quinta-feira, 18 de junho de 2015
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Bela
Visitei tua morte
dancei com tuas sombras na noite profunda
a cada toque teu, sentia o gélido querer
quem sou eu? No que me tornei?
hesito, respiro, beijo-te
Tu não existes, disso eu sei
só vi-te uma vez, em meus sonhos
as cores que projetas em mim, são obscuras
só te encontro na solidão
te amo, e amo amar-te
Disseram-me que sou louco
concordei sem pensar duas vezes
sou mesmo louco por você
você que nem é nada
maldito sono
Sinto-me cada dia mais distante de ti
choro e clamo por tua presença
meu estomago se contorce
onde estais? Onde estão tuas sombras?
por que não vens me atormentar?
Abate-me a dor, só de pensar em ser feliz
na felicidade, eu, pobre homem, não posso te encontrar
só te encontro na miséria, na desilusão
amo sofrer, pois só assim te encontro
só na dor posso te amar, te tocar, te beijar
Estou fadado a sonhar acordado
assolado pela insônia
quem és? Donde vens?
teu nome... tua cor... minha dor
vem, Fulana!
dancei com tuas sombras na noite profunda
a cada toque teu, sentia o gélido querer
quem sou eu? No que me tornei?
hesito, respiro, beijo-te
Tu não existes, disso eu sei
só vi-te uma vez, em meus sonhos
as cores que projetas em mim, são obscuras
só te encontro na solidão
te amo, e amo amar-te
Disseram-me que sou louco
concordei sem pensar duas vezes
sou mesmo louco por você
você que nem é nada
maldito sono
Sinto-me cada dia mais distante de ti
choro e clamo por tua presença
meu estomago se contorce
onde estais? Onde estão tuas sombras?
por que não vens me atormentar?
Abate-me a dor, só de pensar em ser feliz
na felicidade, eu, pobre homem, não posso te encontrar
só te encontro na miséria, na desilusão
amo sofrer, pois só assim te encontro
só na dor posso te amar, te tocar, te beijar
Estou fadado a sonhar acordado
assolado pela insônia
quem és? Donde vens?
teu nome... tua cor... minha dor
vem, Fulana!
Rafael Carvalho Teodoro
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