Sempre que visito o coração de alguém me mostro um excelente hospede, não toco em nada, não quebro nada, nada roubo. Quando vou embora nem se lembram que por lá passei. Mas comigo... comigo é diferente, as visitas que por aqui passam trazem consigo um vendaval, uma selvageria indescritível. Quebram meus pratos, rasgam as paredes, roubam tudo que podem, o meu chão deixam repleto de pegadas imundas
, no meu teto é possível encontrar pedaços de macarrão. E eu pobre coitado, demoro dias e dias pra poder limpar a bagunça, a presença daquela visita inconveniente parece não sair enquanto não termino a faxina. E quando por fim termino, sento-me em uma poltrona de veludo, avalio cuidadosamente o ambiente... que excelente trabalho! E quando me deixo descansar, que respiro aliviado... DING DONG!
A campainha toca.
Rafael Carvalho Teodoro
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